Ser mãe e continuar sendo mulher
Ser mãe muda tudo.
Muda o corpo, o tempo, os sonhos, as prioridades.
Mas não deveria apagar quem a mulher é.
Existe um amor que nasce com a maternidade, intenso, avassalador, transformador.
E junto com ele, muitas vezes, nasce também um silêncio: o silêncio dos próprios desejos, da própria identidade, do próprio corpo.
Ser mãe não anula a mulher.
Ela não deixa de existir quando um filho nasce — ela se expande.
Mas essa expansão vem acompanhada de cobranças, expectativas e culpas que tentam nos encaixar em um único papel.
A mulher que virou mãe continua sentindo.
Continua querendo.
Continua sonhando.
Continua precisando de espaço, de escuta, de toque, de reconhecimento.
Continuar sendo mulher é lembrar que, além do colo que acolhe, existe um coração que pulsa.
Que além do corpo que gera e cuida, existe um corpo que também deseja ser cuidado.
Que além da força, existe cansaço.
E além do amor incondicional, existe a necessidade de existir por si.
Ser mãe e mulher não é egoísmo.
É equilíbrio.
É saúde emocional.
É ensinar, inclusive, aos filhos, que o amor próprio também é uma forma de amor.
Quando uma mãe se permite continuar sendo mulher, ela não ama menos.
Ela ama melhor.
Mais inteira.
Mais verdadeira.
Porque uma mãe inteira cria filhos mais seguros.
E uma mulher que não se perde de si, encontra ainda mais sentido em maternar.



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